Wednesday, July 17, 2024

Aeroporto de Alcochete: “Maior dificuldade será o cumprimento de prazos”, admite Pinto Luz

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Economia

Entrevista

Ao 32.º dia de trabalho, o novo Governo anunciou a decisão sobre a localização do novo aeroporto, numa posição que Miguel Pinto Luz considera “célere, mas ponderada” e que assume ter sido tomada em estreita articulação com a ANAC, com a NAV e com a TAP (deixando a ANA de fora). Veja a entrevista na íntegra.

O ministro das Infraestruturas assumiu esta terça-feira, em entrevista à SIC, que a maior dificuldade no projeto do novo aeroporto de Alcochete não será “negociar com a ANA”, mas sim “o cumprimento de prazos”.

Sem se comprometer com uma data, Miguel Pinto Luz aponta como objetivo do Governo que o novo aeroporto Luís de Camões esteja operacional em 2034, altura em que o atual aeroporto da Portela – Humberto Delgado – será desativado.

Ao 32.º dia de trabalho, o novo Governo anunciou a decisão sobre a localização do novo aeroporto, numa posição que Miguel Pinto Luz considera “célere, mas ponderada” e que assume ter sido tomada em estreita articulação com a ANAC, com a NAV e com a TAP.

Questionado sobre se a ANA Aeroportos fez parte do processo de decisão, o ministro nega, garantindo que o Executivo está a defender os “interesses do Estado português e não os da ANA”.

Negociar com a concessionária, que já se manifestou disponível para começar a trabalhar “de imediato” na decisão do Governo de avançar com o aeroporto em Alcochete e de aumentar a capacidade da Portela até à entrada em funcionamento da nova infraestrutura, também não assusta Pinto Luz.

“Não inicio um processo negocial antecipando um cenário de não chegar a acordo com a ANA”, e acrescenta que a maior dificuldade neste processo não será negociar com a concessionária, mas sim “cumprir os prazos”.

E se o relatório da CTI aponta a conclusão das duas pistas do novo aeroporto em 2031, o Executivo não é tão otimista. O objetivo do Governo é que o aeroporto Luís de Camões esteja operacional em 2034.

Mas até lá, há ainda muito caminho a percorrer. Para já, o Governo compromete-se, também, a um diálogo profundo com as associações ambientalistas. É que Alcochete já teve uma declaração de impacto ambiental, que entretanto caducou.

“Mas não partimos da estaca zero”, destaca Pinto Luz.

É preciso estudar também os acessos ao novo aeroporto, sendo que o Governo comprometeu-se já com eixos de alta velocidade entre Lisboa e Porto e Lisboa e Madrid e com uma terceira travessia do Tejo, que poderá ser mista ou só rodoviária.

“Queremos fazer estudos para avaliar isso.”

Miguel Pinto Luz confessa-se “muito confiante” com a decisão do Governo, até porque, revela, Luís Montenegro falou ontem com Pedro Nuno Santos e o diálogo “é importante para este tipo de decisões”.

“Temos de acabar com a ideia de que o que foi feito no passado é mau e que uns são bons e outros são maus. Este Governo sempre disse com humildade que irá dialogar com as forças políticas na AR”, acrescenta.

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