Thursday, June 20, 2024

Empresas públicas e privadas reforçam compra de casas – quanto?

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Quem mais compra casas em Portugal são as famílias portuguesas (e também estrangeiras). Mas a verdade é que há uma percentagem de habitações que é adquirida por entidades, como empresas públicas e privadas, e por ainda instituições sem fins lucrativos. Em 2023, estas entidades protagonizaram a venda de 19.747 habitações, ou seja, 14,5% do total (um peso maior do que um ano antes, 13,3%).

Em 2023, a compra de casas levada a cabo por entidades públicas e privadas ganhou peso em Portugal, numa altura em que a venda de habitações a famílias caiu, revela o INE no boletim publicado esta segunda-feira, dia 27 de maio:

  • Foram vendidas 19.747 habitações a entidades, representando 14,5% do total (mais que em 2022, quando só pesava 13,3%);
  • Transações habitacionais movimentaram um total de 4,5 mil milhões de euros, ou seja, 16,1% do total (também esta percentagem é superior à observada em 2022, de 14,2%).

Assim, as aquisições de habitações por entidades aumentaram o seu peso face ao total durante o ano passado. Mas em termos absolutos registaram um recuo face a 2022: o número de transações desceu 11,8% e o valor caiu 0,5%, indica o INE. 

No que diz respeito às vendas de habitações às famílias, em 2023, observou-se uma redução de 19,8% relativamente ao ano anterior, fixando-se em 116.752 unidades. Estas vendas de casas a famílias mobilizaram 23,5 mil milhões de euros, menos 13,8% face a 2022, recorda o instituto.

De notar ainda que o preço das habitações adquiridas por empresas (ou outras instituições) e o preço das casas (medido pelo Índice de Preços da Habitação) “apresentaram comportamentos e amplitudes semelhantes em termos de taxas de variação homólogas em 2023”, revela o INE. No final do ano, o ritmo de crescimento de preços ficou compreendido entre 7% e 8%, valores substancialmente inferiores aos registados em 2022.

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