Wednesday, June 19, 2024

Fenómeno ‘iluminou’ Portugal e (também) foi notícia pelo Mundo

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A noite de sábado, dia 18, ficou marcada pela passagem de um cometa pelos céus de Portugal e Espanha. Houve quem tivesse visto luz verde e azul num momento em que a madrugada se fez dia – e as redes sociais foram ‘inundadas’ com vídeos do momento.

Mas, se por cá (e no país vizinho) o fenómeno fez correr muita tinta, o mesmo aconteceu lá fora, com diversos meios dos ‘quatro cantos do mundo’ a noticiar a ‘visita’ do cometa ao nosso território. 

Em França, o Le Figaro foi um dos jornais que deu destaque ao fenómeno, publicando um vídeo do momento da passagem, à semelhança do Le Parisien. Também a BFMTV fez um artigo, com uma forte componente de imagens, assim como o HuffPost France.

No Reino Unido, a Sky News escreveu uma “bola de fogo azul atravessa o céu noturno em Espanha e Portugal”, mostrando um dos vídeos do momento. Também a Sky News Australia deu a notícia, salientando que o objeto viajava a uma velocidade de 45 quilómetros por segundo antes de cair no oceano. 

O momento mais falado do fim de semana em Portugal chegou também ao outro lado do Atlântico, no  The New York Times, e o New York Post, dos EUA, assim como na CNN Brasil e o g1, da Globo, que assinalou que os “moradores registaram o momento nas redes sociais”. 

Na Índia, o The Times of India escreveu que o “céu preto se tornou azul” à medida que o objeto passou “pelos céus de Portugal e Espanha”. Já o Hindustan Times salientou também o facto de muitos utilizadores das redes sociais terem partilhado vídeos e fotos do momento exato em que tudo aconteceu.

Recorde-se que, inicialmente, a Agência Espacial Europeia indicou, através da rede social X (antigo Twitter) que o fenómeno se tratava de um “incrível meteoro”, para, depois, numa publicação de ‘atualização’, explicar que “o objeto era um pequeno pedaço de um cometa”. 

Apesar das baixas hipóteses de encontrar os fragmentos – se é que existem – é possível fazer um cálculo mais aproximado de onde terá caído o objeto. Segundo José Augusto Matos, da Associação de Física da Universidade de Aveiro, explicou ao Notícias ao Minuto, há na Península Ibérica uma rede de observação do Instituto da Andaluzia, que “registou a passagem”.

“Podemos tentar reconstruir a trajetória, mas mesmo assim, supondo-se que caiu em Castro Daire, pela sua dimensão [do fragmento], não será fácil” de encontrar, salientou. 

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