Wednesday, June 19, 2024

Empresas alemãs mostram soluções de ferrovia ao mercado nacional

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O arranque em força da Alta Velocidade portuguesa – com o recente lançamento do concurso para a primeira fase da Linha Porto-lisboa – está a abrir o apetite de grandes nomes do sector. Incluindo da indústria alemã.

O arranque em força da Alta Velocidade portuguesa – com o recente lançamento do concurso para a primeira fase da Linha Porto-lisboa – está a abrir o apetite de grandes nomes do sector. Numa iniciativa da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA), mais de uma dezena de empresas alemãs líderes no sector – como a ASC Gmbh (sensores), SMW GmbH & Co. KG (soldadura em veículos ferroviários), a Wagner Rail (soluções de deteção e combate ao fogo) ou a SMW GmbH & Co. KG – estiveram em Lisboa para mostrar produto e avaliar eventuais parcerias com as congéneres portuguesas.

Como destaca a CCILA, “embora Portugal esteja bem posicionado em algumas áreas de tecnologia e redes no sector ferroviário, existem ainda desafios, como a falta de compatibilidade das redes ferroviárias a nível europeu, a baixa utilização do transporte ferroviário em comparação com o automóvel, bem como a falta de infraestruturas ferroviárias em zonas rurais e para o transporte ferroviário de mercadorias”. 

É aqui que podem entrar as empresas alemãs, especialmente as que estiveram presentes no evento em Lisboa e nas reuniões B2B que se seguiram. A Alemanha, apontou a CCILA, “possui um vasto conhecimento nas áreas de tecnologias e redes ferroviárias, apresentando diversas propostas que poderão contribuir para a resolução dos respetivos desafios”. Ou seja, têm a possibilidade de abastecer os projetos de ferrovia em Portugal, seja com material circulante seja com infraestrutura.

Entre as apresentações feitas no simpósio, destaque também para as da FOGTEC Brandschutz GmbH, um dos líderes mundiais em fornecimento de sistemas de deteção e supressão de fogo em ferrovias, ou para a GMT (Gummi-Metall-Technik) GmbH, especialista em tecnologia anti-vibrações em sistemas ferroviários, bem como manufatura de componentes e sistemas de redução de ruído.

No decorrer do simpósio, a Infraestruturas de Portugal (IP) fez uma apresentação do projeto global de Alta Velocidade em Portugal, cuja primeira linha, a Porto-Lisboa, está dividida em três fases: Porto–Gaia–Aveiro–Coimbra–Soure até 2028; Soure–Leiria–Carregado até 2030 e Carregado-Lisboa de 2030 em diante.

A ideia é passar dos atuais 13 alfa pendulares que fazem, em cada sentido, o trajeto diário entre a capital e o Porto para 60 comboios de Alta Velocidade, por sentido, entre as duas cidades. E desses 17 seriam diretos. A juntar a esta oferta estão ainda planeados 34 serviços híbridos, que começam ou param em estações de Alta Velocidade mas que vão para destinos nas redes convencionais. Objetivo global? Passar dos atuais 6 milhões de passageiros na Linha do Norte (por ano) para cerca de 16 milhões em 2031, no final da fase 2. E este é o cenário conservador da IP.

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